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quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Cocho automatizado mede gases de efeito estufa na bovinocultura

Um alimentador de última geração é a mais nova tecnologia usada para medir, com maior rapidez e precisão, a emissão de gases de efeito estufa (GEE) dos bovinos, e a Embrapa foi a primeira instituição na América Latina a utilizá-lo. O cocho automatizado mede a emissão de metano (CH4) e gás carbônico (CO2) dos animais e tem sido utilizado por pesquisadores da Embrapa Pecuária Sudeste (SP). Batizado de GreenFeed, o equipamento reconhece o animal pelo brinco eletrônico assim que a cabeça entra no cocho. No mesmo momento, um exaustor aspira e mede a cada segundo os gases emitidos durante a alimentação. Desse modo, é possível monitorar individualmente as taxas de emissão ao longo do tempo.

O GreenFeed vai colaborar para a complementação de dados da Rede de Pesquisa em Pecuária Sustentável (Rede Pecus), que tem desenvolvido trabalhos desde 2011 nos biomas brasileiros: Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pantanal e Pampa. O objetivo da Rede é compreender os impactos dos diferentes sistemas de produção sobre a emissão de gases de efeito estufa da pecuária brasileira e identificar alternativas de mitigação.

A tecnologia utilizada atualmente para medir gases emitidos por bovinos não é tão detalhada. Trata-se de uma canga tubular acoplada a um cabresto. Atado ao animal por 24 horas, o aparato retém ao longo desse período os gases emitidos e os armazena. Ao fim desse tempo o tubo é retirado para análises laboratoriais para determinar a composição. Esse método coleta gases de alguns animais por apenas cinco dias, enquanto o GreenFeed permite avaliação de vários animais por tempo indeterminado.

Outra vantagem do cocho automatizado é conseguir registrar as emissões por animal em tempo real e registrá-las em um computador acoplado. Mais de 90% dos gases produzidos pelos ruminantes são emitidos pela boca e narinas, por eructação, por isso, o aparelho gera uma base de dados bastante confiável para pesquisas que visam a redução dos GEEs, segundo explica o pesquisador da Embrapa Alexandre Berndt.

Para ele, a principal vantagem do cocho automatizado em relação à tecnologia tradicional da canga é o grande número de dados gerados. O especialista conta que nos experimentos em confinamento, no qual se mede a emissão com uso de diferentes dietas, o método tradicional proporciona uma leitura por animal ao dia, durante uma semana. Com o GreenFeed, toda vez que um animal visita o cocho, em torno de dez vezes ao dia, a emissão é registrada pelo sistema. "Ou seja, tenho mais dados, com leituras constantes do mesmo boi e muitos animais monitorados simultaneamente. Não temos como obter a quantidade de leituras realizada pelo cocho automatizado utilizando a metodologia tradicional", explica o pesquisador.

Dados preliminares indicam que o aumento da eficiência com manejo adequado da pastagem, alta produtividade e redução da demanda por novas áreas de pastagens têm contribuído para uma pecuária mais sustentável.

De julho a setembro deste ano, 124 animais de vários grupos genéticos foram confinados para avaliação da emissão de metano e gás carbônico com o GreenFeed. O objetivo foi avaliar diferentes animais em relação à emissão de GEE, utilizando as mesmas dietas.
Segundo Berndt, em 2015, a intenção é medir a emissão de gases de efeito estufa dos animais durante todo o período que o gado ficar em confinamento. "Serão testadas várias dietas para conhecer quais podem reduzir os gases de efeito estufa dos bovinos. Algumas dietas, em função de ingredientes e aditivos, podem diminuir a emissão de metano", explica.

O uso do cocho automatizado vai permitir que se detecte de forma mais precisa e com maior rapidez quais dietas são mais eficientes para a mitigação dos gases de efeito estufa na pecuária.

Em 2014, a Embrapa investiu 300 mil dólares para a aquisição de seis equipamentos GreenFeed, o sétimo equipamento foi adquirido com recursos da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), em abril. Os seis primeiros chegaram ao Brasil em novembro; três ficarão na Embrapa Pecuária Sudeste e três serão usados em experimentos pela Embrapa Agrossilvipastoril (MT).

Funcionamento

O GreenFeed fornece uma pequena quantidade de ração para atrair o animal ao cocho. Os animais são motivados a se alimentar por meio de um sistema pré-programado que libera automaticamente a ração. A quantidade liberada também pode ser ajustada por animal. Ao inserir a cabeça no cocho, o bovino é identificado por meio da leitura do brinco eletrônico dotado de tecnologia por rádio frequência (RFID, em inglês). No mesmo instante, um ventilador começa a aspirar o ar exalado pelas narinas e boca do animal. No interior do equipamento, sensores medem na hora as concentrações dos gases, o volume emitido e outros parâmetros ambientais. Os dados são registrados num computador e também podem ser enviados por meio de tecnologias sem fio para estações remotas.

Por meio de sugestões técnicas e relatos de experiências, a Embrapa também participa do aprimoramento técnico do GreenFeed. A empresa norte-americana C-Lock, fabricante do aparelho, desenvolve novas versões com base no retorno e depoimento de usuários.

Creditos a:https://www.embrapa.br/busca-de-noticias/-/noticia/2361332/cocho-automatizado-mede-gases-de-efeito-estufa-na-bovinocultura

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Exportações do agronegócio alcançaram US$ 6,13 bilhões em novembro

As exportações do agronegócio brasileiro alcançaram o montante de US$ 6,13 bilhões em novembro de 2014. Segundo nota da Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (SRI/Mapa), os produtos de origem vegetal foram responsáveis por US$ 4,31 bilhões em exportações e os de origem animal, US$ 1,82 bilhão mês passado.

No período, o setor de carnes ocupou a primeira posição em termos de valor exportado, com US$ 1,43 bilhão. Deste total, US$ 657,15 milhões foram do setor de carne de frango. Em seguida vem a carne bovina, US$ 555,98 milhões e a carne suína, US$ 147,33 milhões.

O segundo setor que mais exportou em novembro de 2014 foi o do complexo sucroalcooleiro, que somou US$ 823,10 milhões e em terceiro estão os produtos florestais, com vendas de US$ 753,66 milhões, sendo US$ 537,15 milhões em papel e celulose e US$ 215,95 milhões em madeira e suas obras.

Em quarto colocado do mês passado está o complexo soja, com exportações que alcançaram a cifra de US$ 631,23 milhões. A soja em grãos gerou US$ 80,92 milhões em exportações, o farelo de soja, US$ 470,51 milhões e óleo, US% 79,79 milhões.

Por último está o café, que somou US$ 613,11 milhões com exportações. No setor cafeeiro, o grão apresentou vendas de US$ 573,10 milhões e o café solúvel, US$ 37,44 milhões.

Últimos doze meses

As exportações brasileiras do agronegócio nos últimos doze meses, entre dezembro de 2013 e novembro de 2014, registraram a cifra de US$ 96,37 bilhões. Os cinco principais setores exportadores do agronegócio no período foram complexo soja, carnes, complexo sucroalcooleiro, produtos florestais e café. Juntos representaram 78,5% do total exportado pelo agronegócio. Diante das exportações totais do país, as vendas do agronegócio representaram 40,5% do total.

http://www.agricultura.gov.br/

domingo, 7 de dezembro de 2014

Uma soja para enfrentar a seca

Nos últimos dez anos, o Brasil registrou um prejuízo de cerca de 27 bilhões de dólares na produção de soja apenas em dois dos mais importantes estados produtores da oleaginosa: Rio Grande do Sul e Paraná, onde as plantações da oleaginosa deixaram de produzir mais de 55 milhões de toneladas. Para se ter uma ideia, os grãos perdidos no período de 2004 e 2014 representam mais de duas safras de soja da região Sul do Brasil.

O motivo? Faltou água para que as plantas pudessem se desenvolver plenamente.
Não é sem razão que os pesquisadores especialistas em ecofisiologia vegetal da Embrapa Soja (Londrina, PR) estão em busca de uma planta capaz de resistir às intempéries do clima que podem se repetir com mais severidade nos próximos anos.

Por meio da manipulação genética, os pesquisadores conseguiram introduzir um gene que torna a planta mais tolerante à seca. Quem está à frente dessa pesquisa é Alexandre Nepomuceno, daquela Unidade, que explica: "Denominado Y, esse gene é capaz de ativar e potencializar outros genes de defesa natural das plantas. Com isso aumenta a capacidade de as plantas suportarem a falta de água por mais tempo. O gene Y foi patenteado pela Japan International Research Center for Agricultural Sciences (Jircas) − instituto de pesquisa vinculado ao governo japonês – e isolado da planta Arabidopsis thaliana − uma das espécies mais utilizadas na pesquisa científica atualmente. Apesar de não apresentar importância econômica direta, a espécie é muito utilizada em pesquisas na área da genética, da bioquímica e da fisiologia.

Os primeiros resultados

Pela primeira vez, na safra 2013/2014, as plantas de soja com o gene Y foram comparadas com plantas de carga genética similar, porém, sem o gene que confere tolerância à seca. A pesquisa foi realizada nos campos experimentais de Londrina. "As plantas com o gene Y tiveram aumento de 13,5% na produtividade quando comparadas com as não transgênicas", explica Nepomuceno.

Segundo o pesquisador, na safra 2013/2014, choveu muito pouco na fase mais crítica do desenvolvimento das plantas de soja. Foram registrados apenas 44 mm entre janeiro e fevereiro, quando a média histórica para o período é superior a 300 mm. Aliado à falta de chuva, as temperaturas no verão foram muito extremas chegando, em alguns momentos, a quase 40°C. "Mesmo assim, as plantas com o gene Y tiveram mais área foliar, produziram vagem e tiveram raízes profundas e vigorosas, comparando-se com as plantas sem o gene", observa. "Os resultados foram impressionantes", ressalta o pesquisador.

Outro teste de simulação de seca foi realizado pelo pesquisador no campo utilizando telhados móveis para simular pequenas quantidades de chuva durante o período vegetativo da soja. O resultado foi ainda mais animador: a produtividade das plantas com gene Y foi 35% superior, enquanto que com déficit no período reprodutivo, a diferença chegou a 44%. O mesmo teste será realizado nesta safra e abrangerá outras regiões brasileiras.

Além disso, a Embrapa está iniciando testes com 33 novos genes de soja com potencial para tolerância à seca e para alagamento. Nepomuceno considera difícil estimar o tempo de lançamento de cultivares resistentes às intempéries climáticas.

Desde 1993, a Embrapa Soja vem desenvolvendo pesquisas na área de biotecnologia e, atualmente, tem uma estrutura básica para fazer sequenciamento de DNA, identificação e mecanismos de atuação de cada gene da planta, além da clonagem e transformação de plantas. "Mesmo assim, algumas vezes, precisamos terceirizar serviços mais complexos que não podem ser feitos nos nossos laboratórios", explica Nepomuceno.

Preparando o amanhã

Como a principal commodity agrícola brasileira − a soja − irá reagir diante do aumento de temperatura e do risco de falta de água? Na Embrapa Soja, os pesquisadores estão se preparando para fazer frente aos desafios climáticos do futuro. Para isso são feitas simulações de aumento médio de temperatura − na faixa de 1° até 7° graus. O objetivo é entender quais serão os impactos das alterações climáticas na soja. "Estamos trabalhando, principalmente considerando cenários projetados para daqui a 40 e 50 anos, para verificar quais os reflexos de diferentes alterações na temperatura sobre o sistema produtivo de soja", explica o pesquisador José Renato Bouças Farias, da equipe de ecofisiologistas da Embrapa Soja.

De forma geral, a soja melhor se adapta a temperaturas do ar entre 20°C e 30ºC e a temperatura ideal para seu crescimento e desenvolvimento está em torno de 30°C. Porém, a maior preocupação dos pesquisadores reside no aumento do consumo de água provocado pelo aumento projetado das temperaturas.

Segundo dados da Embrapa, se a temperatura média do planeta subir apenas 1°C, a área de menor risco climático para produção de soja no Brasil poderá reduzir em quase 10%. As projeções indicam ainda que, se a temperatura aumentar em 3°C, as áreas de menor risco de ocorrência de déficit hídrico durante as fases mais críticas à cultura da soja, poderão reduzir em quase 40%.

Ao se estimar quais os efeitos dessas mudanças, é possível definir algumas práticas de manejo para auxiliar os produtores e até para orientar e realinhar os trabalhos de pesquisa. Algumas dessas práticas vêm sendo revistas como alterações no arranjo espacial de plantas (espaçamento entre as linhas de soja e população de plantas, por exemplo), época de semeadura, ciclo de cultivar, entre outras.

Farias explica que, em geral, cultivares com ciclo de desenvolvimento mais curto teriam um risco maior em situação de seca ao se comparar com cultivares com ciclo mais longo. Isso porque cultivares de ciclo curto têm fases de desenvolvimento mais definidas e curtas enquanto o ciclo mais longo permite que a planta muitas vezes se recupere melhor em uma situação de estresse.

Dados da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo mostram que o clima e sua variabilidade é responsável por 50% da oscilação de produtividade das culturas agrícolas de um ano para o outro, enquanto os aspectos de manejo da cultura e do solo respondem pelos outros 50%. Por isso, Farias defende a criação de estratégias para enfrentar os impactos das mudanças climáticas na agricultura.

Quando o problema é a água

Apesar dos impactos previstos com o aumento de temperatura na produção de soja, os pesquisadores da Embrapa acreditam que o efeito mais danoso para as plantas poderá estar associado ao consumo de água. "Percebemos que a soja pode até suportar temperaturas mais altas, mas quando há restrição de água o dano para planta é muito grande", avalia Farias.

Hoje a deficiência de água já afeta muitas regiões produtoras de soja, principalmente no Sul do País. "Algumas ações já são recomendadas para minimizar esse problema como a indicação de práticas de manejo do solo que melhorem a retenção e o armazenamento de água", explica. Além da definição de épocas de semeadura com menor risco de ocorrência de falta de água e o desenvolvimento de cultivares mais tolerantes à seca.

Aproximadamente 90% do peso da planta de soja é formado por água, que desempenha inúmeras funções como solvente (permite que gases, minerais e outros componentes entrem nas células e caminhem pela planta), por exemplo. "A água tem, ainda, papel importante no balanço energético da planta, ou seja, na manutenção e na distribuição do calor", complementa Norman Neumaier, outro integrante da equipe.

Todo o desenvolvimento da planta é afetado pela disponibilidade de água. No entanto, na germinação e emergência e na floração e no enchimento de grãos, a falta de água interfere no rendimento da lavoura. A semente de soja necessita absorver, no mínimo, 50% de seu peso em água para assegurar boa germinação, segundo Neumaier.

A necessidade de água na cultura da soja, para obtenção do máximo produtividade, varia entre 450 a 800 mm/ciclo, dependendo das condições climáticas e de solo, do manejo da cultura e da duração do ciclo.

Cooperação Brasil-Japão

No início de novembro, a Embrapa Soja recebeu a visita de representantes do Japan International Research Center for Agricultural Sciences (JIRCAS), empresa de pesquisa vinculada ao governo japonês, da Japan Science and Technology Agency (JST), agência de ciência e tecnologia do Japão, da Japan International Cooperation Agency (JICA), agência de cooperação internacional do Japão e da Universidade de Nagoya com o objetivo de avaliar os resultados de um projeto de pesquisa conjunto entre o Brasil e o Japão, que desde 2010, busca desenvolver cultivares tolerantes à seca.

A partir de um acordo de transferência de um gene com maior tolerância à seca, cuja patente pertence ao JIRCAS, a Embrapa pôde introduzir o material genético em soja brasileira. Para testes de comprovação da tecnologia, o gene foi inserido em uma cultivar de soja brasileira que é sensível à seca. "Os resultados foram extraordinários tanto em casa de vegetação quanto nos ensaios realizados no campo", avalia o representante do JICA, Harihide Nagayo, na comitiva que avaliou positivamente os resultados obtidos com o projeto. "São um dos melhores resultados já obtidos até agora pela cooperação internacional do Japão".

https://www.embrapa.br
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